Pegando onda na mania “piratícia” que surge toda vez que sai um filme do Piratas do Caribe, surge-me uma visão do mundo interessante, firmemente relacionada ao conceito de mar, e água, que é claramente o elemento regente do nosso planeta.
Ouvi uma expressão em um filme, hoje mais cedo. Não era bem uma expressão, no caso, era mais uma afirmação referente a situação que o rapaz, um médico em um navio negreiro, passava. “The ever stormy seas”, a tradução é “os mares sempre turbulentos”, ou tempestuosos. Por si só isso não quer dizer nada. Metaforicamente, é uma analogia interessante a se fazer dada a narrativa do filme, e da maioria das narrativas em geral, que cabem bem como forma de representação das nossas vidas.
É comum que nossas vidas muitas vezes sejam como o mar. Uma seqüência de uma mesma propriedade, o tempo, sobre a qual navegamos sempre em busca de um objetivo ou meta pessoal, ser feliz, por exemplo. Ou conseguir uma promoção no trabalho, encontrar o amor de nossas vidas, ou qualquer um desses clichês. Então, percorrendo essas tais águas, podemos encontrar pelo caminho surpresas boas ou ruins, descobrir um continente ou ser atacado por outros navios, podemos encontrar um mapa de tesouro ou uma besta abominável, independente do que seja, no nosso percurso existe sempre a possibilidade de encontros e situações que não temos total controle sobre.
Temos o timão em mão e direcionamos nosso barco pelo mar, damos uma direção. Seguimos um caminho. Até calculamos e planejamos com mapas o nosso destino, mas o acaso é um fator indiscutível. E ninguém controla o acaso, ou talvez Deus, se você acreditar em um, mas ai deixaria de ser acaso. É óbvio que nesse percorrer, adquirimos experiências no controle de nosso barco, enfrentamos problemas de fome e rebeldia, e podemos até aumentar a capacidade de carga que estamos habituados melhorando a qualidade do casco, carga física ou emocional, não importa.
Não há nada de novo no mar como analogia da vida, mas o que é interessante nessa frase, “the ever stormy seas”, é o “ever stormy”. Ou, o sempre turbulento. Sempre, de desde sempre, para sempre, por todo o sempre. Adiciona-se, então, um pequeno agravante pessimista, que particularmente me agrada, à analogia do mar. O fato de estarmos sempre enfrentando mares turbulentos, ou mais claramente, grandes dificuldades.
O mar se move em ondas e correntes. Grandes ou pequenas, fortes ou fracas, são elas que o movimentam. O tempo também. A intensidade dessas ondas, a sua agressividade, é subjetiva, e faz parte do ponto principal da discussão. Em mares calmos podemos chegar com alguma tranqüilidade no próximo porto. Mas com mares sempre turbulentos, entre um porto e outro, existem momentos gradativamente terríveis de dificuldade. É um percurso difícil de se superar, as ondas são maiores e agressivas e muitas vezes perdem-se peças importantes jogadas ao mar, ou atingidas por um raio, ou até mesmo amotinadas. Porém, a gratificação e o sentimento de superação ao chegarmos no nosso próximo “porto seguro” é maior do que se a viagem fosse tranqüila.
Lidando frequentemente com os mares sempre turbulentos aprendemos a superar as adversidades do tempo e desenvolvermos nossas características pessoais. O momento que crescemos como pessoas sociais não é quando estamos seguros em nosso porto, e sim quando enfrentamos os mares turbulentos. São eles que nos ensinam as principais lições. E são eles que nos fazem valorizar e desejar o próximo pedacinho de mato e terra que encontrarmos no caminho.
O mais engraçado é que eu nem sei nadar.
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Pós-Escrito:
Férias tem suas vantagens, parece que eu volto a me inspirar um pouquinho, ter novas idéias e tempo para desenvolvê-las um pouquinho, o que me permite atualizar essa birosca com mais tempo.
Aliás, estou anotando todos os filmes que eu assisto durante um mês. Quero ver quanto tempo eu perco com essas coisas. Aliás, tempo é uma coisa recorrente depois que assisti “A Fonte da Vida” do Darren Aronofsky. Achei bem legal, ao contrário das críticas. Um romance bem bacaninha e conceitual.
terça-feira, junho 26, 2007
sábado, junho 23, 2007
O Labirinto do Fauno
Veja bem, eu não costumo dar muita trela para crítico de cinema. Todo mundo sabe que vira crítico quem não tem habilidade para ser outra coisa mais, nem sequer roteirista, que não é lá muito difícil se você sabe escrever (e para ser um crítico, espera-se que ao menos isso você saiba) – sem julgo de valores aqui, o roteirista medíocre (eu) e o Quentin Tarantino estão colocados no mesmo grupo.
Fato é que eu aluguei três filmes para assistir, são eles: o filme épico russo Wolfhound (O Último Guerreiro, em português), que é lá alguma coisa de interessante, considerando que os caras são russos, e que na Rússia as únicas coisas que prestam são a vodka e os submarinos; e Fearless (O Mestre das Armas), esse, ao invés de Russo, é Chinês - estrelado pelo Jet Li, o filme é bacaninha também, tem toda uma lição de vida sobre o “wushu” tentando ser passada por um cara que como ator é mediano e como artista marcial é divino e que espalhou por ai que esse é seu último filme de luta.
Chegamos então ao terceiro filme, El Laberinto del Fauno (O Labirinto do Fauno). Após assistir o filme eu corri para meu computador recém formatado e fui procurar alguém para dividir o que eu sentia no msn, e não encontrei. Então, tomado pelo ímpeto da discussão, fui procurar por críticas na internet... Li duas críticas e desisti. Eu procurei pelas críticas, óbvio, em um site escrito por jovens/adolescentes estudantes e amantes de cinema - dos quais um dos meus mais queridos amigos de faculdade faz parte, - site esse que não colocarei o nome aqui. Pensei que por eu ser relativamente jovem teríamos mais ou menos a mesma sensação ao assistir o filme, ledo engano.
A justificativa maior de ambas as críticas para uma nota diferente de 10, que é a que o filme merece, é a de que ele é “longo de mais”. Mais que caralhos? Longo de mais? Duas horas de filme não é “muito tempo” pra uma geração regada a “Senhor dos Anéis”, “Piratas do Caribe” e “Kill Bill”. Aliás, se fosse uma geração regada a Bergman e Fellini ainda não seria muito tempo, porque afinal, os “clássicos” como “Morangos Silvestres” podem ter uma horinha mas parecem demorar umas seis horas pra terminar, ao contrário do Labirinto, que pareceu durar 15 minutos.
Eu sei que qualquer comentário sobre esse filme vai parecer atrasado, afinal, até o Oscar já premiou o filme – e eles já não costumam ter o timing muito bom! Enfim, escrevo só agora, porque finalmente tomei vergonha na cara comecei a assistir os filmes que perdi esse tempo que fiquei “ausente” das locadoras (tudo graças a promoção da Blockbuster de pagar 70 pilas e poder alugar, de 3 em 3, quantos dvds você quiser por um mês).
Então vocês estão pensando: se você sabe que vai parecer atrasado, porque não para por aqui? E eu respondo: porque eu não to afim, certo, jow?
[ - OBSERVAÇÃO – A partir daqui surgirão irremediáveis spoilers sobre a trama. Na verdade, nem vale a pena ler tudo o que eu escrevi, juro. Você vai se arrepender. Pode optar por pular só pro negrito lá embaixo e captar o espírito, ou então, pode ler tudo e depois me xingar. ]
O Labirinto do Fauno é sem dúvida um dos filmes mais interessantes que eu assisti nos últimos anos. Não vou entrar nos aspectos técnicos e enfadonhos como montagem e edição, a composição dos campos e a direção de arte espetaculares, porque nem foi isso que me atraiu mais. O Labirinto do Fauno é um filme de horror. Horror psicológico. Ao menos para as pessoas sensíveis, se é que ainda existe alguma no mundo (desde que o terceiro Piratas do Caribe matou uma criança nos primeiros cinco minutos de filme e talvez uma ou outra pessoa que eu conheça tenha se emocionado/arrepiado com a cena, passei a achar improvável que existam muitas). O que mais me impressionou, portanto, é a forma como um filme de horror como esse consegue ser ao mesmo tempo tão bonito.
Para quem não viu, o filme começa com uma narração over de uma história sobre um mundo de conto de fadas, em que uma princesa foge do seu reino e vem para o mundo “exterior”, lá ela morre. Seu pai, então, decide aguardar seu “retorno” em um novo corpo para trazê-la de volta para casa. Passamos a acompanhar, a partir daí, a história de Ofélia (não, não é a mãe do Murilo), uma garotinha simpática apaixonada por contos de fada que junto de sua mãe carente e grávida vai ao encontro do padrasto recém adquirido, um dos comandantes do exército nacionalista espanhol do generalíssimo Franco. O que nos dá a ambientação – meados da década de 40 em plena a guerra civil espanhola, aquela que já foi retratada até por Picasso.
O tal padrasto, Vidal, está acampado nas margens de um bosque, num casebre antigo, tentando conter um grupo rebelde nas proximidades. Vidal é um dos piores violões do cinema contemporâneo, sádico e rígido, provavelmente foi abusado sexualmente quando era criança, mas isso não vem ao caso. A mãe, Carmen, tem complicações sérias na gravidez e corre risco de vida. Próximo ao casebre existe um Labirinto. Ofélia passa a ter contato com um animal primeiro retratado como um inseto nojento, mas que ela reconhece como uma fada. A fada a leva até o centro do Labirinto, aonde existe o último dos portais que o pai da garotinha do começo do filme deixou aberto para que a filha voltasse, nesse portal, ela encontra nada mais nada menos que Pan, o Fauno.
E quando eu digo Pan, o Fauno, eu digo uma criatura medonha, bizarra e assustadora, com dentes ameaçadores e chifres enormes. Esquece tudo o que você viu no desenho do Jovem Hércules, esse Fauno é de meter medo em criancinhas sem dó nem piedade. Eu teria pesadelos para sempre. O tal Fauno reconhece a menina como a filha do tal rei, e diz que para que ela prove que não virou uma mortal ela deve cumprir três tarefas, e então poderá retornar ao seu reino. Sacaram né? Vai todo mundo achar que o Fauno é mal. Lógico, o bixo é horrendo, ele tem que ser mal, certo? PAN! Errado!
Whatever, a história do filme essa. A mãe ta morrendo, o padrasto é o capeta e o único cara que pode te salvar é um bixo grotesco, só que para isso você precisa fazer três tarefas bizarras. Porque um filme desse é tão bacana? Porque ele não é nada disso. Quer dizer, ele diz pra você que é... Só que ele ta tirando sarro da sua cara.
O filme é muito mais maduro, ele trata do caminho nobre que podemos percorrer até a nossa morte, mesmo nas maiores adversidades, mesmo no pior dos climas, mesmo errando um pouco no caminho. Ele fala de um retorno à inocência mostrando o inverso, a feiúra e a violência do mundo. Existe duas elipses claras no filme, que são: a forma como ela entra no quarto do padrasto para buscar o irmão mesmo com a porta “trancada” e o cara “lá dentro”; e a mãe melhorar subitamente da doença após a macumba da Ofélia, e morrer quando o padrasto queima a macumba. Não fosse por isso, poderíamos afirmar com toda a certeza que esse mundo de fantasias que a garota vive não é nada mais do que uma fuga da realidade, a forma que ela encontrou para se refugiar da sujeira do “exterior”, embora o mundo de fantasias por si só seja um reflexo claro dessa “sujeira”, onde até mesmo as fadas são criaturas medonhas – embora amigas.
O filme é emocionante. O caminho que ele toma é de certa forma inesperado, embora todas as velhas características clássicas do “herói” estejam de alguma forma lá, elas ainda te surpreendem um bocadinho. O que eu escrevi, escrevi, escrevi, e não consegui dizer direito, é que a mensagem que o filme tenta passar é linda: a única forma de sobrevivermos como seres sociais emocionais – o resgate dessa sensibilidade que foi perdida – é através do cultivo de um olhar inocente.
Fato é que eu aluguei três filmes para assistir, são eles: o filme épico russo Wolfhound (O Último Guerreiro, em português), que é lá alguma coisa de interessante, considerando que os caras são russos, e que na Rússia as únicas coisas que prestam são a vodka e os submarinos; e Fearless (O Mestre das Armas), esse, ao invés de Russo, é Chinês - estrelado pelo Jet Li, o filme é bacaninha também, tem toda uma lição de vida sobre o “wushu” tentando ser passada por um cara que como ator é mediano e como artista marcial é divino e que espalhou por ai que esse é seu último filme de luta.
Chegamos então ao terceiro filme, El Laberinto del Fauno (O Labirinto do Fauno). Após assistir o filme eu corri para meu computador recém formatado e fui procurar alguém para dividir o que eu sentia no msn, e não encontrei. Então, tomado pelo ímpeto da discussão, fui procurar por críticas na internet... Li duas críticas e desisti. Eu procurei pelas críticas, óbvio, em um site escrito por jovens/adolescentes estudantes e amantes de cinema - dos quais um dos meus mais queridos amigos de faculdade faz parte, - site esse que não colocarei o nome aqui. Pensei que por eu ser relativamente jovem teríamos mais ou menos a mesma sensação ao assistir o filme, ledo engano.
A justificativa maior de ambas as críticas para uma nota diferente de 10, que é a que o filme merece, é a de que ele é “longo de mais”. Mais que caralhos? Longo de mais? Duas horas de filme não é “muito tempo” pra uma geração regada a “Senhor dos Anéis”, “Piratas do Caribe” e “Kill Bill”. Aliás, se fosse uma geração regada a Bergman e Fellini ainda não seria muito tempo, porque afinal, os “clássicos” como “Morangos Silvestres” podem ter uma horinha mas parecem demorar umas seis horas pra terminar, ao contrário do Labirinto, que pareceu durar 15 minutos.
Eu sei que qualquer comentário sobre esse filme vai parecer atrasado, afinal, até o Oscar já premiou o filme – e eles já não costumam ter o timing muito bom! Enfim, escrevo só agora, porque finalmente tomei vergonha na cara comecei a assistir os filmes que perdi esse tempo que fiquei “ausente” das locadoras (tudo graças a promoção da Blockbuster de pagar 70 pilas e poder alugar, de 3 em 3, quantos dvds você quiser por um mês).
Então vocês estão pensando: se você sabe que vai parecer atrasado, porque não para por aqui? E eu respondo: porque eu não to afim, certo, jow?
[ - OBSERVAÇÃO – A partir daqui surgirão irremediáveis spoilers sobre a trama. Na verdade, nem vale a pena ler tudo o que eu escrevi, juro. Você vai se arrepender. Pode optar por pular só pro negrito lá embaixo e captar o espírito, ou então, pode ler tudo e depois me xingar. ]
O Labirinto do Fauno é sem dúvida um dos filmes mais interessantes que eu assisti nos últimos anos. Não vou entrar nos aspectos técnicos e enfadonhos como montagem e edição, a composição dos campos e a direção de arte espetaculares, porque nem foi isso que me atraiu mais. O Labirinto do Fauno é um filme de horror. Horror psicológico. Ao menos para as pessoas sensíveis, se é que ainda existe alguma no mundo (desde que o terceiro Piratas do Caribe matou uma criança nos primeiros cinco minutos de filme e talvez uma ou outra pessoa que eu conheça tenha se emocionado/arrepiado com a cena, passei a achar improvável que existam muitas). O que mais me impressionou, portanto, é a forma como um filme de horror como esse consegue ser ao mesmo tempo tão bonito.
Para quem não viu, o filme começa com uma narração over de uma história sobre um mundo de conto de fadas, em que uma princesa foge do seu reino e vem para o mundo “exterior”, lá ela morre. Seu pai, então, decide aguardar seu “retorno” em um novo corpo para trazê-la de volta para casa. Passamos a acompanhar, a partir daí, a história de Ofélia (não, não é a mãe do Murilo), uma garotinha simpática apaixonada por contos de fada que junto de sua mãe carente e grávida vai ao encontro do padrasto recém adquirido, um dos comandantes do exército nacionalista espanhol do generalíssimo Franco. O que nos dá a ambientação – meados da década de 40 em plena a guerra civil espanhola, aquela que já foi retratada até por Picasso.
O tal padrasto, Vidal, está acampado nas margens de um bosque, num casebre antigo, tentando conter um grupo rebelde nas proximidades. Vidal é um dos piores violões do cinema contemporâneo, sádico e rígido, provavelmente foi abusado sexualmente quando era criança, mas isso não vem ao caso. A mãe, Carmen, tem complicações sérias na gravidez e corre risco de vida. Próximo ao casebre existe um Labirinto. Ofélia passa a ter contato com um animal primeiro retratado como um inseto nojento, mas que ela reconhece como uma fada. A fada a leva até o centro do Labirinto, aonde existe o último dos portais que o pai da garotinha do começo do filme deixou aberto para que a filha voltasse, nesse portal, ela encontra nada mais nada menos que Pan, o Fauno.
E quando eu digo Pan, o Fauno, eu digo uma criatura medonha, bizarra e assustadora, com dentes ameaçadores e chifres enormes. Esquece tudo o que você viu no desenho do Jovem Hércules, esse Fauno é de meter medo em criancinhas sem dó nem piedade. Eu teria pesadelos para sempre. O tal Fauno reconhece a menina como a filha do tal rei, e diz que para que ela prove que não virou uma mortal ela deve cumprir três tarefas, e então poderá retornar ao seu reino. Sacaram né? Vai todo mundo achar que o Fauno é mal. Lógico, o bixo é horrendo, ele tem que ser mal, certo? PAN! Errado!
Whatever, a história do filme essa. A mãe ta morrendo, o padrasto é o capeta e o único cara que pode te salvar é um bixo grotesco, só que para isso você precisa fazer três tarefas bizarras. Porque um filme desse é tão bacana? Porque ele não é nada disso. Quer dizer, ele diz pra você que é... Só que ele ta tirando sarro da sua cara.
O filme é muito mais maduro, ele trata do caminho nobre que podemos percorrer até a nossa morte, mesmo nas maiores adversidades, mesmo no pior dos climas, mesmo errando um pouco no caminho. Ele fala de um retorno à inocência mostrando o inverso, a feiúra e a violência do mundo. Existe duas elipses claras no filme, que são: a forma como ela entra no quarto do padrasto para buscar o irmão mesmo com a porta “trancada” e o cara “lá dentro”; e a mãe melhorar subitamente da doença após a macumba da Ofélia, e morrer quando o padrasto queima a macumba. Não fosse por isso, poderíamos afirmar com toda a certeza que esse mundo de fantasias que a garota vive não é nada mais do que uma fuga da realidade, a forma que ela encontrou para se refugiar da sujeira do “exterior”, embora o mundo de fantasias por si só seja um reflexo claro dessa “sujeira”, onde até mesmo as fadas são criaturas medonhas – embora amigas.
O filme é emocionante. O caminho que ele toma é de certa forma inesperado, embora todas as velhas características clássicas do “herói” estejam de alguma forma lá, elas ainda te surpreendem um bocadinho. O que eu escrevi, escrevi, escrevi, e não consegui dizer direito, é que a mensagem que o filme tenta passar é linda: a única forma de sobrevivermos como seres sociais emocionais – o resgate dessa sensibilidade que foi perdida – é através do cultivo de um olhar inocente.
Até mais.
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Terrorismo Audiovisual
quarta-feira, junho 13, 2007
Dia dos namorados!
Feliz dia dos namorados!
Quer dizer, pros que tem namorados(as) e lêem isso aqui. Para os que não tem, paciência. Eu sou um deles mas já aprendi a lidar melhor com esse dia.
Já tive um problema sério com ele, aliás, houve uma época em que os dias mais depressivos pra mim eram o dia dos namorados e o reveillon, porque meus relacionamentos todos costumavam começar depois do dia dos namorados e terminar antes do reveillon, o que significava que eu passava esses dois dias de “festa entre casais” sozinho (sentimentalmente falando, normalmente passava com amigos farreando).
Eu também já tive um problema sério, especialmente com dia dos namorados, quando eu era mais moleque. Eu achava uma tremenda baboseira “capitalista”, um dia feito somente pra preencher um mês que não possui nenhuma festividade que obrigue você a fazer compras desesperadamente, funcionando somente para impulsionar o mercado. Hoje em dia não vejo nada errado com isso, na verdade até apoio.
A única coisa que me deixa um pouco (bem pouquinho) chateado é não ter pra quem dar presentes. Você até pensa em algumas coisas que seriam muito bacanas de dar mas não tem pra quem (certeza que vai aparecer algum engraçadinho[a] dizendo “Dá pra mim Gabs!”, vai ter resposta mal educada einh? U.u). Pra isso eu descobri uma solução à uns dois anos atrás, quando terminei meu último namoro – dar presentes pra si mesmo. Não é a mesma coisa, mas é bem bacana, eu costumo antes ou um pouco depois do dia dos namorados fazer umas compras de roupas ou algo desse tipo (nada de livros, cds, dvds, etc...), me sinto bem melhor. Consumismo ownz. Esse mês to esperando até o próximo fim de semana ou algo assim pra ver se os preços dão uma caída, é sempre bom esperar um pouco depois das festividades porque eles precisam se livrar do estoque. HAEUAE.
Ah, meu celular reviveu. Agora não tenho mais desculpas pra comprar um celular novo, vou ter que me contentar com a inveja de ver os meninos trocando mp3 e toques bacanas e manter meu modesto aparelho que não faz nada além de telefonar pras pessoas e mandar sms (a função dele, mas tudo bem). Fiquei pensando sobre esses aparelhos tecnológicos... tipo, iPOD que não rola vídeo, celular que não toca mp3, computador que não roda AVID (tipo o meu), gravador que não lê DVD (tipo o meu de novo)... eles tem a mesma significância de você só estudar e ir bem no colégio, sabe? Quando sua mãe vira pra você e fala “Não faz mais do que a obrigação!”. Poisé, esse tipo de coisa não faz mais do que a obrigação, mas tudo bem. Você vai bem no colégio e tá tudo certo também, mas sua mãe gostaria que você fizesse um curso de línguas e algum esporte de tarde do mesmo jeito que eu gostaria que meu PC tivesse um leitor de DVD e que o AVID não demorasse três meses pra abrir.
É por isso que eu jogo PSP. Dá pra jogar Everybody’s Golf, ouvir música, ver DVD e navegar na internet. Pelo menos nessa jossa a Sony acertou.
AH! Escutem 3lw – No More. BWAHAEUAE. Muito bom.
Quer dizer, pros que tem namorados(as) e lêem isso aqui. Para os que não tem, paciência. Eu sou um deles mas já aprendi a lidar melhor com esse dia.
Já tive um problema sério com ele, aliás, houve uma época em que os dias mais depressivos pra mim eram o dia dos namorados e o reveillon, porque meus relacionamentos todos costumavam começar depois do dia dos namorados e terminar antes do reveillon, o que significava que eu passava esses dois dias de “festa entre casais” sozinho (sentimentalmente falando, normalmente passava com amigos farreando).
Eu também já tive um problema sério, especialmente com dia dos namorados, quando eu era mais moleque. Eu achava uma tremenda baboseira “capitalista”, um dia feito somente pra preencher um mês que não possui nenhuma festividade que obrigue você a fazer compras desesperadamente, funcionando somente para impulsionar o mercado. Hoje em dia não vejo nada errado com isso, na verdade até apoio.
A única coisa que me deixa um pouco (bem pouquinho) chateado é não ter pra quem dar presentes. Você até pensa em algumas coisas que seriam muito bacanas de dar mas não tem pra quem (certeza que vai aparecer algum engraçadinho[a] dizendo “Dá pra mim Gabs!”, vai ter resposta mal educada einh? U.u). Pra isso eu descobri uma solução à uns dois anos atrás, quando terminei meu último namoro – dar presentes pra si mesmo. Não é a mesma coisa, mas é bem bacana, eu costumo antes ou um pouco depois do dia dos namorados fazer umas compras de roupas ou algo desse tipo (nada de livros, cds, dvds, etc...), me sinto bem melhor. Consumismo ownz. Esse mês to esperando até o próximo fim de semana ou algo assim pra ver se os preços dão uma caída, é sempre bom esperar um pouco depois das festividades porque eles precisam se livrar do estoque. HAEUAE.
Ah, meu celular reviveu. Agora não tenho mais desculpas pra comprar um celular novo, vou ter que me contentar com a inveja de ver os meninos trocando mp3 e toques bacanas e manter meu modesto aparelho que não faz nada além de telefonar pras pessoas e mandar sms (a função dele, mas tudo bem). Fiquei pensando sobre esses aparelhos tecnológicos... tipo, iPOD que não rola vídeo, celular que não toca mp3, computador que não roda AVID (tipo o meu), gravador que não lê DVD (tipo o meu de novo)... eles tem a mesma significância de você só estudar e ir bem no colégio, sabe? Quando sua mãe vira pra você e fala “Não faz mais do que a obrigação!”. Poisé, esse tipo de coisa não faz mais do que a obrigação, mas tudo bem. Você vai bem no colégio e tá tudo certo também, mas sua mãe gostaria que você fizesse um curso de línguas e algum esporte de tarde do mesmo jeito que eu gostaria que meu PC tivesse um leitor de DVD e que o AVID não demorasse três meses pra abrir.
É por isso que eu jogo PSP. Dá pra jogar Everybody’s Golf, ouvir música, ver DVD e navegar na internet. Pelo menos nessa jossa a Sony acertou.
AH! Escutem 3lw – No More. BWAHAEUAE. Muito bom.
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Sentimentalismo Barato
sexta-feira, junho 08, 2007
Não sei lidar com perdas...
Eu não sou muito bom para lidar com perdas. Quer dizer... eu consigo manter uma atitude racional na maior parte do tempo por mais que por dentro eu sinta pedaços do meu corpo sendo lacerados, mas pra tudo existe um limite e o meu também costuma chegar, e eu prefiro estar sozinho nesses momentos. É engraçado... como alguém que tem uma postura tão arrogante e escrota pode ser tão fraco e sensível como eu. Enfim... por algum motivo eu acabei percebendo que cada perda tem um “gosto” diferente.
Eu sempre fui mais apegado às mulheres da minha família. Talvez por isso eu tenha sofrido muito mais quando minha avó paterna morreu do que quando meu avô faleceu. Quando minha avó morreu senti como se parte de uma história bacana a quilômetros de distância tivesse morrido também, é engraçado como algumas pessoas são o vínculo que unem certos grupos ou assim parecem ser. Era mais ou menos assim que eu via a minha avó Rachel. Ela era, pra mim, o que me ligava a família de Belém, não que fosse menos ou mais importante ou que eu não consiga me relacionar com o pessoal de lá sem ela, mas é porque ela era a justificativa pra que eu pudesse rever meus primos e tios que eu gosto muito apesar da distância. Nós sempre íamos para Belém para ver minha avó, esse era o pretexto.
Do meu avô Francisco, infelizmente, eu conheci muito pouco. Não por falta de tempo, afinal, ele só morreu depois da minha avó, mas porque por mais que eu o amasse igualmente jamais consegui – depois de mais jovem, que é quando realmente nos lembramos das pessoas – me conectar com ele da mesma forma que fazia quando criança. É como se todas as lembranças que eu tenho dele estivesse ligadas as da minha avó, como se não tivéssemos nada somente nosso, o que eu acho um pouco triste. Mas pra tudo isso existe uma justificativa óbvia que é a distância.
Eu sou um homem que chora. Talvez eu tenha dificuldades em chorar na frente dos outros, mas eu choro. No meu quarto, que é o melhor lugar do mundo, porque é meu e aqui eu me sinto seguro. Choro com filmes, com livros, com histórias e me emociono de verdade com as coisas do mundo. Quando meu pai me contou que minha avó tinha morrido, eu chorei, mas o choro de perde é tão diferente do resto. E é tão angustiante. Quando recebi um telefonema da minha tia de Belém dizendo que meu avô tinha morrido e que não conseguiam encontrar meu pai foi diferente, eu não chorei de dor por meu avô ter morrido, eu me desesperei por ter eu que contar ao meu pai que o pai dele morreu, e pior, contar aos meus irmãos também (nisso, graças a deus, minha mãe ajudou). Eu espero que meu filho nunca tenha que contar para mim que o meu pai morreu, eu não desejo isso pra ninguém. E foi tão, tão difícil. Eu tremi e gaguejei, e quando a ficha realmente caiu e eu comecei a respirar errado no telefone meu pai já tinha entendido o que eu não sabia dizer direito.
Hoje minha primeira reação foi descrença. Foi estranho quando recebi a notícia, eu só consegui ficar em silêncio por um tempão. Me deu branco. Eu sempre achei que as pessoas que são mais próximas de mim iam viver para sempre. Por mais que me falem que as pessoas estão envelhecendo, que eu devia passar mais tempo com elas, eu simplesmente ignoro. E agora eu me sinto tão culpado por não ter dado mais atenção quando ela ainda estava aqui, por mais que ela tivesse todos os problemas que tinha. O pior é que eu sei que no máximo daqui a uma semana tudo vai voltar ao normal e eu vou ignorar novamente o fato de que minha mãe, meus avós, meu pai estão envelhecendo e não vou dar toda a atenção que eles merecem, visita-los todo fim de semana ou dizer sempre o quanto eu os amo.
Minha bisavó Dalila faleceu hoje. Eu só consegui chorar quando minha mãe chegou em casa e disse que o Matheus (ao qual eu tive de dar a notícia) estava arrasado e minha avó disse pra ele “Não chora Má, agora a Dadá deve estar jogando cartas com os anjinhos”. Que idiota. E agora eu não consigo mais parar. Minha bisavó foi quem me ensinou a jogar a maioria dos jogos de cartas que eu jogo. Ela, durante boa parte da minha infância, foi minha principal parceira e oponente de buraco. Isso não é pouca coisa tendo em vista que jogar cartas é uma das minhas atividades favoritas, principalmente buraco.
Eu não sou muito bom pra lidar com perdas então eu tento racionalizar, é lógico. Ela já estava muito idosa e senil. Nesses últimos quatro anos operou um câncer e uma fratura no quadril, se mudou trocentas vezes de um lugar pro outro porque era implicante e acabava discutindo com meu avô, minha avó, minha tia avó... E de alguma forma nós tentamos justificar dizendo que dadas as circunstâncias ela foi para um lugar melhor.
Eu que sou filho de judeus com católicos/espíritas e não acredito em religião nenhuma só posso concordar e esperar que seja verdade. Whatever... só precisava desabafar.
Eu sempre fui mais apegado às mulheres da minha família. Talvez por isso eu tenha sofrido muito mais quando minha avó paterna morreu do que quando meu avô faleceu. Quando minha avó morreu senti como se parte de uma história bacana a quilômetros de distância tivesse morrido também, é engraçado como algumas pessoas são o vínculo que unem certos grupos ou assim parecem ser. Era mais ou menos assim que eu via a minha avó Rachel. Ela era, pra mim, o que me ligava a família de Belém, não que fosse menos ou mais importante ou que eu não consiga me relacionar com o pessoal de lá sem ela, mas é porque ela era a justificativa pra que eu pudesse rever meus primos e tios que eu gosto muito apesar da distância. Nós sempre íamos para Belém para ver minha avó, esse era o pretexto.
Do meu avô Francisco, infelizmente, eu conheci muito pouco. Não por falta de tempo, afinal, ele só morreu depois da minha avó, mas porque por mais que eu o amasse igualmente jamais consegui – depois de mais jovem, que é quando realmente nos lembramos das pessoas – me conectar com ele da mesma forma que fazia quando criança. É como se todas as lembranças que eu tenho dele estivesse ligadas as da minha avó, como se não tivéssemos nada somente nosso, o que eu acho um pouco triste. Mas pra tudo isso existe uma justificativa óbvia que é a distância.
Eu sou um homem que chora. Talvez eu tenha dificuldades em chorar na frente dos outros, mas eu choro. No meu quarto, que é o melhor lugar do mundo, porque é meu e aqui eu me sinto seguro. Choro com filmes, com livros, com histórias e me emociono de verdade com as coisas do mundo. Quando meu pai me contou que minha avó tinha morrido, eu chorei, mas o choro de perde é tão diferente do resto. E é tão angustiante. Quando recebi um telefonema da minha tia de Belém dizendo que meu avô tinha morrido e que não conseguiam encontrar meu pai foi diferente, eu não chorei de dor por meu avô ter morrido, eu me desesperei por ter eu que contar ao meu pai que o pai dele morreu, e pior, contar aos meus irmãos também (nisso, graças a deus, minha mãe ajudou). Eu espero que meu filho nunca tenha que contar para mim que o meu pai morreu, eu não desejo isso pra ninguém. E foi tão, tão difícil. Eu tremi e gaguejei, e quando a ficha realmente caiu e eu comecei a respirar errado no telefone meu pai já tinha entendido o que eu não sabia dizer direito.
Hoje minha primeira reação foi descrença. Foi estranho quando recebi a notícia, eu só consegui ficar em silêncio por um tempão. Me deu branco. Eu sempre achei que as pessoas que são mais próximas de mim iam viver para sempre. Por mais que me falem que as pessoas estão envelhecendo, que eu devia passar mais tempo com elas, eu simplesmente ignoro. E agora eu me sinto tão culpado por não ter dado mais atenção quando ela ainda estava aqui, por mais que ela tivesse todos os problemas que tinha. O pior é que eu sei que no máximo daqui a uma semana tudo vai voltar ao normal e eu vou ignorar novamente o fato de que minha mãe, meus avós, meu pai estão envelhecendo e não vou dar toda a atenção que eles merecem, visita-los todo fim de semana ou dizer sempre o quanto eu os amo.
Minha bisavó Dalila faleceu hoje. Eu só consegui chorar quando minha mãe chegou em casa e disse que o Matheus (ao qual eu tive de dar a notícia) estava arrasado e minha avó disse pra ele “Não chora Má, agora a Dadá deve estar jogando cartas com os anjinhos”. Que idiota. E agora eu não consigo mais parar. Minha bisavó foi quem me ensinou a jogar a maioria dos jogos de cartas que eu jogo. Ela, durante boa parte da minha infância, foi minha principal parceira e oponente de buraco. Isso não é pouca coisa tendo em vista que jogar cartas é uma das minhas atividades favoritas, principalmente buraco.
Eu não sou muito bom pra lidar com perdas então eu tento racionalizar, é lógico. Ela já estava muito idosa e senil. Nesses últimos quatro anos operou um câncer e uma fratura no quadril, se mudou trocentas vezes de um lugar pro outro porque era implicante e acabava discutindo com meu avô, minha avó, minha tia avó... E de alguma forma nós tentamos justificar dizendo que dadas as circunstâncias ela foi para um lugar melhor.
Eu que sou filho de judeus com católicos/espíritas e não acredito em religião nenhuma só posso concordar e esperar que seja verdade. Whatever... só precisava desabafar.
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Sentimentalismo Barato
segunda-feira, maio 28, 2007
3:33
Só pra constar,
Acabei de assistir Click pela primeira vez. Levantei do sofá relativamente satisfeito, dei a volta no mesmo e olhei sem querer para o Nextel da minha mãe carregando em cima da cômoda. Eram 3:33.
Creeeeeeeeeepy.
E eu nem acredito muito nessas crendices, mas vai saber...
Acabei de assistir Click pela primeira vez. Levantei do sofá relativamente satisfeito, dei a volta no mesmo e olhei sem querer para o Nextel da minha mãe carregando em cima da cômoda. Eram 3:33.
Creeeeeeeeeepy.
E eu nem acredito muito nessas crendices, mas vai saber...
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Bizarrices
quarta-feira, maio 23, 2007
Até mais, e obrigado pelos peixes!
Okay...
Eu tinha duas idéias para esse post. A primeira era levantar uma discussão séria sobre o estupro, após ficar um pouco abalado ao assistir o filme Terra Viva (eu tenho um problema claro com garotas bonitas e com ar de inocente sendo violadas por criaturas bizarras), a segunda, era falar sobre o próximo dia 25, sexta-feira.
Como estou com preguiça, no trabalho, e o assunto do estupro é extenso demais optei por falar sobre o dia 25.
Essa sexta-feira estréia Piratas do Caribe – At worlds End. Não suficiente, ainda é o aniversário da morte de um dos caras mais bacanas que já existiu no universo, Douglas Adams. Também conhecido por ser o escritor da trilogia de cinco livros “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, aquele mesmo que tem os golfinhos que agradecem pelos peixes e o andróide maníaco depressivo (não preciso me dizer o quanto me identifico com o Marvin, não é mesmo?).
Pra quem não sabe, o livro fala basicamente das aventuras de Arthur Dent, um inglês (e isso resume tudo), pelo universo. O que envolve a destruição e reconstrução da Terra, perguntas sem resposta, o número 42 e – principalmente – toalhas!
O Guia dos Moxileiros diz o seguinte sobre toalhas (a tradução pode ser um pouco diferente do livro em português):
“Talvez um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as geladas luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia de Santragino V, respirando seus inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer em uma jangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito um burro, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.
Por alguma razão, se um "strag" [gíria moxileira para não-moxileiros] descobrir que um moxileiro trouxe sua toalha, ele vai automaticamente acreditar que o moxileiro também trouxe sua escova de dente, flanela, sabão, caixa de biscoitos, frasco, compasso, mapa, bola de lã, spray, roupas para tempos chuvosos, traje espacial, etc... Por conta disso, o "strag" poderá então emprestar tranquilamente ao moxileiro qualquer uma dessas ou uma dúzia de outros itens que podem ter sido "perdidos" acidentalmente, sob efeito de que qualquer um que viaje o comprimento e largura do universo, brigue, pene, lute contra chances terríves de sobrevivência e vença e ainda assim saiba aonde sua toalha está é claramente um homem para se admirar"
A genialidade de Douglas Adams está em justamente conseguir transformar pequenas trivialidades em objetos interessantes. Um humor inteligentíssimo e ao mesmo tempo cativante. Seus livros tratam de coisas simples que foram mitológicamente transformadas em temas complexos – ou nem tanto assim – aonde as coisas podem ou não fazer sentido.
Você sabe que está num universo de Douglas Adams quando:
- O verdadeiro líder do universo é um homem simples e sábio vivendo numa cabana de madeira com seu gato.
- A Terra só existe porque os golfinhos fizeram uma campanha para salvá-la e arrecadaram dinheiro para construir uma substituta.
- Marvin the Paranoid Android é 37 vezes mais velho que o universo.
- A mensagem final de Deus é: “Desculpe-nos pela inconveniência”.
Dia 25 é o dia do aniversário da morte do autor, e é também o dia oficial da toalha. Por conta disso, existem “flashmobs” no mundo inteiro (inclusive no Brasil) que incentivam todos os fãs da série a saírem por ai e passarem um dia inteiro carregando suas toalhas junto de si mesmo. Eu não sou um cara de apoiar esse tipo de coisa, porém, estou realmente tentado.
Toalhas na estréia de Piratas do Caribe então? Hahaha...
Eu tinha duas idéias para esse post. A primeira era levantar uma discussão séria sobre o estupro, após ficar um pouco abalado ao assistir o filme Terra Viva (eu tenho um problema claro com garotas bonitas e com ar de inocente sendo violadas por criaturas bizarras), a segunda, era falar sobre o próximo dia 25, sexta-feira.
Como estou com preguiça, no trabalho, e o assunto do estupro é extenso demais optei por falar sobre o dia 25.
Essa sexta-feira estréia Piratas do Caribe – At worlds End. Não suficiente, ainda é o aniversário da morte de um dos caras mais bacanas que já existiu no universo, Douglas Adams. Também conhecido por ser o escritor da trilogia de cinco livros “Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”, aquele mesmo que tem os golfinhos que agradecem pelos peixes e o andróide maníaco depressivo (não preciso me dizer o quanto me identifico com o Marvin, não é mesmo?).
Pra quem não sabe, o livro fala basicamente das aventuras de Arthur Dent, um inglês (e isso resume tudo), pelo universo. O que envolve a destruição e reconstrução da Terra, perguntas sem resposta, o número 42 e – principalmente – toalhas!
O Guia dos Moxileiros diz o seguinte sobre toalhas (a tradução pode ser um pouco diferente do livro em português):
“Talvez um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as geladas luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia de Santragino V, respirando seus inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon; pode usá-la como vela para descer em uma jangada as águas lentas e pesadas do rio Moth; pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito um burro, mas muito, muito voraz); você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro; e naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoalvemente limpa.
Por alguma razão, se um "strag" [gíria moxileira para não-moxileiros] descobrir que um moxileiro trouxe sua toalha, ele vai automaticamente acreditar que o moxileiro também trouxe sua escova de dente, flanela, sabão, caixa de biscoitos, frasco, compasso, mapa, bola de lã, spray, roupas para tempos chuvosos, traje espacial, etc... Por conta disso, o "strag" poderá então emprestar tranquilamente ao moxileiro qualquer uma dessas ou uma dúzia de outros itens que podem ter sido "perdidos" acidentalmente, sob efeito de que qualquer um que viaje o comprimento e largura do universo, brigue, pene, lute contra chances terríves de sobrevivência e vença e ainda assim saiba aonde sua toalha está é claramente um homem para se admirar"
A genialidade de Douglas Adams está em justamente conseguir transformar pequenas trivialidades em objetos interessantes. Um humor inteligentíssimo e ao mesmo tempo cativante. Seus livros tratam de coisas simples que foram mitológicamente transformadas em temas complexos – ou nem tanto assim – aonde as coisas podem ou não fazer sentido.
Você sabe que está num universo de Douglas Adams quando:
- O verdadeiro líder do universo é um homem simples e sábio vivendo numa cabana de madeira com seu gato.
- A Terra só existe porque os golfinhos fizeram uma campanha para salvá-la e arrecadaram dinheiro para construir uma substituta.
- Marvin the Paranoid Android é 37 vezes mais velho que o universo.
- A mensagem final de Deus é: “Desculpe-nos pela inconveniência”.
Dia 25 é o dia do aniversário da morte do autor, e é também o dia oficial da toalha. Por conta disso, existem “flashmobs” no mundo inteiro (inclusive no Brasil) que incentivam todos os fãs da série a saírem por ai e passarem um dia inteiro carregando suas toalhas junto de si mesmo. Eu não sou um cara de apoiar esse tipo de coisa, porém, estou realmente tentado.
Toalhas na estréia de Piratas do Caribe então? Hahaha...
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Whatever Pop
terça-feira, maio 08, 2007
O poder dos nomes.
"What's in a name? That which we call a rose / By any other name would smell as sweet." – Romeo & Juliet by Shakespeare.
Essa frase é dita por Romeo. Ele indaga qual a importância de um nome, se uma rosa seria doce igual se tivesse outro nome. Não considero essa imagem contraditória ao que meu texto vem dizer, pra mim, ela ajuda a reforçar o contexto. Os nomes têm poder, e os dois personagens da obra romântica sofrem por conta do poder de seus nomes.
Vejo a função do nome como sendo aquilo que define alguma coisa. Sabemos que uma cadeira é uma cadeira unicamente porque ela possui um nome que a defina, e que a partir dele, possamos reconhecê-la e a todo o seu grupo. O mesmo acontece com todas as outras coisas, até mesmo as que não possuem forma física, que são puramente conceito – mãe, por exemplo. Ou sentimentos como amor e saudade. Sabemos que sentimos saudade porque aquele sentimento de falta acompanhado pelo desejo de ter a pessoa relacionada perto é saudade por conta do termo, de outra forma, seria apenas algo que não saberíamos direito o que é.
Acredito que as pessoas também sejam mais ou menos assim. Somos definidos por nossos nomes, e sem eles não existimos. Quando ninguém te conhece, ou ninguém sabe seu nome, é costumeiro que você seja tratado como ninguém – uma figura inexistente, um espectro, até que cause alguma reação que chame a atenção para si – então, a pessoa irá educadamente perguntar o seu nome e a partir daí iniciar uma relação. A partir daí, sempre que seu nome for mencionado, as pessoas que possuem a sua imagem em seu “banco de dados” irão automaticamente relacionar a sua figura ao nome, e você será “lembrado”, e por conta, existirá.
Indo além, o seu nome é tão poderoso que é capaz de trazer a tona sentimento ou causar manifestações diversas. Quando alguém nutre algum tipo de sentimento quanto a você é impreterível que o sentimento aflore à menção do seu nome. Alguns nomes mais icônicos causam ainda mais, Bono Vox pode remeter a uma canção e Che Guevara a uma discussão política. Por Zapata pessoas vão à rua. É tido na maioria das lendas urbanas e jogos de RPG por ai, que os “demônios” guardam a sete chaves seus nomes, pois através deles é possível controlá-los.
A numerologia jura de pés juntos que a partir da composição do seu nome vertido letra a letra em números é capaz de dizer a sua personalidade, e muita gente no mundo acredita nisso – e como qualquer outro tipo de crendice existe até momentos em que faz sentido. Tirando as formas de tratamento em geral - ser tratado pelo sobrenome causa aparente importância, quando pelo primeiro, proximidade ou simplicidade.
Agora, se um nome possui poder... Se ele é capaz de definir a sua personalidade, causar manifestações, remeter a figuras, conceituar a imagem, entre tantas outras coisas, eu não consigo entender porque as pessoas comumente abrem mão de seus nomes, “únicos” em sua própria forma, em prol de apelidos esdrúxulos ou no mundo mais “hipe”, nicknames.
Se aquilo que te define desde quando você nasceu é o teu nome para que você quer chamar “Batata”, “Magrão”, “Stinky”... Ou ainda pior, “Naruto”, “Hyoga”, “Jack Sparrow” ou outros nicknames virtuais em geral. Batata não é você, batata é um negócio que fica uma delícia quando é frito e comido com filet mignon. Você não chama Naruto, ele é um personagem tosco de desejo japonês que tem tracinhos no rosto.
Veja bem, não tenho nada contra apelidos carinhosos entre namorados ou família, até diminutivos ou apelidos relacionados ao próprio nome do dito cujo. Até consigo entender os apelidos que recebemos de zoação das outras pessoas – desde que esteja claro que é uma zoação, e você não o adote definitivamente -, mas eu não consigo me relacionar com um cara que vai ser chamado de “Formiga” para o resto da vida. É diferente você adotar uma identidade virtual (um código pelo qual você vai ser reconhecido quando estiver navegando ou fazendo algo por aqui) de você passar a ser reconhecido, definido, por um termo que remete a outra imagem que nada tem a ver com o que você é inicialmente.
Acredito piamente que quando você perde seu nome você perde a sua identidade. E que qualquer identidade desenvolvida por sob um nome que não o seu é puramente uma máscara – tão significativa quanto às diversas máscaras psicológicas que já usamos para nos cobrir e proteger. E por isso, é coisa de perdedor.
Gabriel “Journeyman” Rodriguez Cal.
------
Pós-Escritos:
Demorou, mas atualizei. Ando sem tempo por causa do trabalho. Acho que dessa vez termina na quinta feira, nem tenho entrado direito no msn.
Tinha algumas coisas que eu queria comentar:
O Skol Beats foi muito bacana. Finalmente consegui ir sem alguma desgraça acontecer no percurso, fui na sexta-feira ver David Guetta e MstrKrft, o Guetta foi alucinante com seu groovy house, provando que esse ano figura tranquilamente no top 10. Já os caras do MstrKrft não foram, infelizmente. Eles iam tocar 7h da manhã, mas ficaram doentes. Uma amiga que foi no Coachella disse que o show dos caras foi um dos top 5.
No lugar de destaque da noite, ao invés do MstrKrft que não foi, coloco Addictive TV. Se der procurem filmes dos caras no youtube, eles são geniais. Mesclam o som eletrônico com áudio e vídeo original de diversos shows, filmes e clipes. Tipo, tiveram a manha de mesclar os principais filmes do Tarantino com um show do Queen e uma batida eletrônica contagiante. Muito bom.
Quanto ao Spider-Man III, não sei o que vocês acharam, mas eu me decepcionei. [Spoilers] Pra mim só tem algumas poucas coisas que valem a pena no filme: o Sandman “fumaça-do-lost”, a Bryce Dallas-Howard maravilhosa como Gwen Stacy, o Stan Lee e principalmente o James Franco ficando deformado e morrendo – odeio esse filho da puta! Ele é a Katie Holmes homem! Torto maldito! O resto do filme é meio patético. Longo de mais, ele tenta compensar o tamanho com sketchezinhas de humor tosco e um Peter Parker emo-catador-revoltado. Whatever.
Sem negritos porque estou morrendo de dor de cabeça. Até a próxima.
Essa frase é dita por Romeo. Ele indaga qual a importância de um nome, se uma rosa seria doce igual se tivesse outro nome. Não considero essa imagem contraditória ao que meu texto vem dizer, pra mim, ela ajuda a reforçar o contexto. Os nomes têm poder, e os dois personagens da obra romântica sofrem por conta do poder de seus nomes.
Vejo a função do nome como sendo aquilo que define alguma coisa. Sabemos que uma cadeira é uma cadeira unicamente porque ela possui um nome que a defina, e que a partir dele, possamos reconhecê-la e a todo o seu grupo. O mesmo acontece com todas as outras coisas, até mesmo as que não possuem forma física, que são puramente conceito – mãe, por exemplo. Ou sentimentos como amor e saudade. Sabemos que sentimos saudade porque aquele sentimento de falta acompanhado pelo desejo de ter a pessoa relacionada perto é saudade por conta do termo, de outra forma, seria apenas algo que não saberíamos direito o que é.
Acredito que as pessoas também sejam mais ou menos assim. Somos definidos por nossos nomes, e sem eles não existimos. Quando ninguém te conhece, ou ninguém sabe seu nome, é costumeiro que você seja tratado como ninguém – uma figura inexistente, um espectro, até que cause alguma reação que chame a atenção para si – então, a pessoa irá educadamente perguntar o seu nome e a partir daí iniciar uma relação. A partir daí, sempre que seu nome for mencionado, as pessoas que possuem a sua imagem em seu “banco de dados” irão automaticamente relacionar a sua figura ao nome, e você será “lembrado”, e por conta, existirá.
Indo além, o seu nome é tão poderoso que é capaz de trazer a tona sentimento ou causar manifestações diversas. Quando alguém nutre algum tipo de sentimento quanto a você é impreterível que o sentimento aflore à menção do seu nome. Alguns nomes mais icônicos causam ainda mais, Bono Vox pode remeter a uma canção e Che Guevara a uma discussão política. Por Zapata pessoas vão à rua. É tido na maioria das lendas urbanas e jogos de RPG por ai, que os “demônios” guardam a sete chaves seus nomes, pois através deles é possível controlá-los.
A numerologia jura de pés juntos que a partir da composição do seu nome vertido letra a letra em números é capaz de dizer a sua personalidade, e muita gente no mundo acredita nisso – e como qualquer outro tipo de crendice existe até momentos em que faz sentido. Tirando as formas de tratamento em geral - ser tratado pelo sobrenome causa aparente importância, quando pelo primeiro, proximidade ou simplicidade.
Agora, se um nome possui poder... Se ele é capaz de definir a sua personalidade, causar manifestações, remeter a figuras, conceituar a imagem, entre tantas outras coisas, eu não consigo entender porque as pessoas comumente abrem mão de seus nomes, “únicos” em sua própria forma, em prol de apelidos esdrúxulos ou no mundo mais “hipe”, nicknames.
Se aquilo que te define desde quando você nasceu é o teu nome para que você quer chamar “Batata”, “Magrão”, “Stinky”... Ou ainda pior, “Naruto”, “Hyoga”, “Jack Sparrow” ou outros nicknames virtuais em geral. Batata não é você, batata é um negócio que fica uma delícia quando é frito e comido com filet mignon. Você não chama Naruto, ele é um personagem tosco de desejo japonês que tem tracinhos no rosto.
Veja bem, não tenho nada contra apelidos carinhosos entre namorados ou família, até diminutivos ou apelidos relacionados ao próprio nome do dito cujo. Até consigo entender os apelidos que recebemos de zoação das outras pessoas – desde que esteja claro que é uma zoação, e você não o adote definitivamente -, mas eu não consigo me relacionar com um cara que vai ser chamado de “Formiga” para o resto da vida. É diferente você adotar uma identidade virtual (um código pelo qual você vai ser reconhecido quando estiver navegando ou fazendo algo por aqui) de você passar a ser reconhecido, definido, por um termo que remete a outra imagem que nada tem a ver com o que você é inicialmente.
Acredito piamente que quando você perde seu nome você perde a sua identidade. E que qualquer identidade desenvolvida por sob um nome que não o seu é puramente uma máscara – tão significativa quanto às diversas máscaras psicológicas que já usamos para nos cobrir e proteger. E por isso, é coisa de perdedor.
Gabriel “Journeyman” Rodriguez Cal.
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Pós-Escritos:
Demorou, mas atualizei. Ando sem tempo por causa do trabalho. Acho que dessa vez termina na quinta feira, nem tenho entrado direito no msn.
Tinha algumas coisas que eu queria comentar:
O Skol Beats foi muito bacana. Finalmente consegui ir sem alguma desgraça acontecer no percurso, fui na sexta-feira ver David Guetta e MstrKrft, o Guetta foi alucinante com seu groovy house, provando que esse ano figura tranquilamente no top 10. Já os caras do MstrKrft não foram, infelizmente. Eles iam tocar 7h da manhã, mas ficaram doentes. Uma amiga que foi no Coachella disse que o show dos caras foi um dos top 5.
No lugar de destaque da noite, ao invés do MstrKrft que não foi, coloco Addictive TV. Se der procurem filmes dos caras no youtube, eles são geniais. Mesclam o som eletrônico com áudio e vídeo original de diversos shows, filmes e clipes. Tipo, tiveram a manha de mesclar os principais filmes do Tarantino com um show do Queen e uma batida eletrônica contagiante. Muito bom.
Quanto ao Spider-Man III, não sei o que vocês acharam, mas eu me decepcionei. [Spoilers] Pra mim só tem algumas poucas coisas que valem a pena no filme: o Sandman “fumaça-do-lost”, a Bryce Dallas-Howard maravilhosa como Gwen Stacy, o Stan Lee e principalmente o James Franco ficando deformado e morrendo – odeio esse filho da puta! Ele é a Katie Holmes homem! Torto maldito! O resto do filme é meio patético. Longo de mais, ele tenta compensar o tamanho com sketchezinhas de humor tosco e um Peter Parker emo-catador-revoltado. Whatever.
Sem negritos porque estou morrendo de dor de cabeça. Até a próxima.
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Filosofia de Buteco
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