segunda-feira, agosto 10, 2009
My Generation
Como cinéfilo que sou, eu acredito no poder cultural e intelectual dos filmes, séries e animações. Entendo que existem obras audiosvisuais para diversão, para dar risada, filmes para ver com a namorada, mas também existem filmes e séries inteligentes e capazes de transmitir uma mensagem, uma filosofia ou, o ponto onde eu quero chegar – definir uma geração.
Quando eu digo definir uma geração posso causar algum tipo de dúvida, dado o termo inglês utilizado costumeiramente “defined our generation”, mas em sentido diferente – existem filmes que são predecessores de uma geração e que de alguma a influenciam e existem filmes que vêm depois dessa geração já construída para falar sobre ela. O primeiro tipo é o “defined our generation”, o segundo é o que eu digo que “define uma geração” – porque ele a conceitua, exemplifica, demonstra e pontua.
Para ilustrar melhor, vou dar três exemplos do que considero obras que definem uma geração: o filme Clube dos Cinco, o musical R.E.N.T e a série Dawson’s Creek, e uma série considerável de outros.
Essas três obras, por mais distintas que sejam, tem uma coisa em comum – que considero ser o mais importante em uma obra desse tipo:
O trabalho com os personagens.
Mais do que qualquer outra trama que possa existir, mais do que a mensagem sobre homossexualismo e drogas de RENT, por exemplo, está a construção cultural dos personagens e a veracidade que é aplicada a eles – é possível ao telespectador se projetar dentro do grupo de amizades dos personagens, tê-los como reais ou identificá-los, as vezes, dentro dos nossos próprios grupos sociais.
Eu sou um apaixonado por personagens – sempre fui. Não me considero e nem nunca vou me considerar um bom escritor, mas adoro construir, estudar e dar vida a personagens – um pouco egocêntrico, quase como brincar de deus. Acho que tenho uma facilidade em perceber e construir arquétipos, e meu gosto por tentar entender e por observar as pessoas faz com que os personagens que eu crie se tornem verossímeis e representantes da minha realidade, da minha geração.
Essa é a principal diferença dos filmes que definem uma geração. As personagens são parte dela. São arquétipos, clichês ou o que seja, que falam diretamente com aquelas pessoas que elas tentam imitar. E é através dessas personagens que se remonta e conceitua a verdadeira face daquele povo ou daquele tempo.
Quero que no futuro, se um dia eu publicar ou filmar qualquer tipo de obra, que seja uma obra com personagens “reais”, da nossa época, da nossa geração, que nós consigamos nos enxergar nos problemas e conflitos deles, nos seus comportamentos, e com isso, transportar a imitação da arte – que é a literatura ou o cinema – para algo um pouquinho mais próximo, um pouquinho mais verdadeiro.
E que se veja no material que eu produzi um pouquinho do que nós todos somos, hoje.
sexta-feira, agosto 07, 2009
Amor & Ódio
- Eu estou exausta! – ela gritava, movimentando as mãos nervosamente, inclinando o corpo na direção dele de forma agressiva. Ele a observa com alguma indiferença e um ar de superioridade que a irritava ainda mais. – Não aguento mais!
- O que você quer que eu faça, o que você quer de mim, Cam? – arqueou a sobrancelha, o tom de voz não era carinhoso, ele não sabia ser carinhoso, era, ao contrário, arrogante e orgulhoso. – Você não pode acreditar que a culpa das nossas discussões freqüentes são minhas...
- Esse é o problema! Você nunca acha que nada é culpa sua, você nunca erra, você é o Sr perfeito, o Sr dono da verdade. Essa sua arrogância, essa sua prepotência... você simplesmente não sabe quando parar!
- Parar? – ele riu com o canto dos lábios em um tom irônico, o peitoral nu à mostra. Caminhou até a mesa da sala e pegou um maço de cigarros sobre a mesa. – Não estou fazendo nada, Cam... você que está totalmente descontrolada, pra variar.
- Cara...! – ela parecia descentre, levou as mãos ao rosto e cobriu-o com os dedos como quem está prestes a chorar, mas não daria mais aquele gostinho à ele – Theo... você é uma criança. Uma criança! Você é mimado, infantil... incapaz de ter uma conversa ou discussão adulta... não consigo entender COMO eu me apaixonei por uma criatura tão mesquinha e insensível.
Ele tirou um cigarro amassado de dentro do maço e acendeu com um isqueiro tipo “bic”, despretensiosamente, observando-a em silêncio por alguns instantes, ainda sustentando o sorriso irônico no canto dos lábios. Tragou e soltou a fumaça para o alto, exatamente onde sabia que a corrente de ar levaria na direção dela – que não fumava.
- Terminou? – ele murmurou, arqueando uma única sobrancelha, cretino.
Ela queria gritar. Rasgaria as próprias roupas se elas não fossem tão caras. Partiria para cima dele se ele não fosse tão maior do que ela. Ele definitivamente sabia como deixá-la irritada e estava conseguindo ir além dos limites do aconselhável para a sanidade mental e saúde física de qualquer um dos dois.
Cam saiu andando, deixando-o na sala e subiu as escadas com passadas fortes e resolutas. Entrou no quarto, a cama de casal bagunçada e os lençóis espalhados, buscou embaixo dela uma mala pequena e a abriu sobre o edredom. Abriu a porta do armário e começou a buscar qualquer peça de roupa que encontrasse pela frente e jogar para cima da cama. Parou por um segundo, esperando que ele viesse atrás dela – sem sucesso. Não escutava nem mesmo os passos dele na escada, ao contrário, ouvi o som de água corrente e talheres no piso de baixo.
Jogou mais roupas por sobre a cama enquanto era tomada por soluços intensos e vergonhosos. Tentava engolir o choro e as lágrimas torrenciais que ameaçavam escapar dos seus olhos claros. Não demorou dez minutos para terminar de jogar tudo o que havia colocado na cama dentro da mala, fechá-la e caminhar escada a baixo na mesma velocidade que havia subido. Já direcionava o corpo na direção da porta quando escutou a voz dele por trás do balcão da cozinha estilo americana ao lado da escada.
- Sabe o que eu acho? Que você é covarde. Acho que você se esconde atrás de todas essas discussões, e de todas essas ofensas, pra não admitir sua própria fragilidade e culpa nas coisas que não dão certo entre nós dois... E que na primeira oportunidade, dá chilique, arruma as suas coisas e foge, ao invés de lidar com o fato de que nós somos diferentes. Pensamos diferente. Agimos diferente. E entender que eu nunca vou mudar o que eu sou e como eu sou só pra caber no seu moldezinho de príncipe encantado...
Ela não acreditava no que estava escutando. Ele contornou o balcão e apareceu atrás dela, com um copo de suco de laranja na mão e a face impassível. Ela adiantou-se na direção dele.
- Covarde?! Covarde é você que é incapaz de manifestar qualquer sentimento, qualquer demonstração de preocupação ou de carinho que não seja com você mesmo!
Ele balançou a cabeça negativamente. – É uma pena que você pense assim, mas não sou eu que estou desistindo do nosso relacionamento. É você... Você não está me vendo com uma malinha nas mãos, está? Isso não é a maior demonstração de covardia que você poderia imaginar?
Sem pensar, ela golpeou o rosto dele com a palma da mão em um tapa forte o suficiente para fazê-lo deixar o copo de suco escorregar e tombar, quebrando-se no chão. Os olhos dele se acenderam, então, pela primeira vez, e ele fixou o olhar sobre o dela, assustador, como se fosse atravessá-la a qualquer momento.
- Obrigado por provar a sua covardia agredindo alguém que você sabe que não vai revidar.
Ela avançou novamente na direção dele, visivelmente descontrolada. Dessa vez, de mãos livres, ele a agarrou pelos pulsos. Ela passou a se debater, descontrolada, e ameaçou gritar, encarando-o e tentando se desvencilhar. Ele riu baixo, ainda com o olhar fixado no dela. Ela empurrou o corpo dele contra o balcão da cozinha americana e passou a beijá-lo com volúpia. Ele retribuiu. Ela mordeu com força o lábio inferior dele, ele riu, sem soltar os pulsos dela, o lábio com um pouco de sangue, beijou-a com intensidade e girou o corpo, colocando o dela contra o balcão, pressionando-o com o seu próprio. Soltou as mãos de Cam, que foram automaticamente para a nuca de Thom, puxando seus cabelos negros, agora com alguma gentileza.
- Eu te odeio. – escutou ela dizer baixo.
- Eu te amo. – ele disse no mesmo tom.
Voltaram a se beijar.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Álibi - A Série
LUCCA está dentro do banheiro, as costas contra a porta, a cabeça erguida, os olhos cerrados.
Ele passa a mão no rosto, esfrega os olhos e caminha até a pia. Se olha no espelho. Baixa os olhos, abre a torneira e lava o rosto compulsivamente.
Apoia as mãos ao lado da pia e baixa a cabeça.
Ergue a cabeça e olha novamente para o espelho, se encarando. Passa a mão nos cabelos. Continua se encarando.
LUCCA ameaça começar a chorar.
Ele se senta na privada, os cotovelos apoiados nas pernas, a cabeça baixa e as mãos na nuca.
LUCCA então escuta a voz de ARTIE.
Ei mano... sai daí. Não vai
adiantar nada você ficar puto, e
depois se trancar ai dentro. Não
vai fazer a Milla ficar bem... e
nem você.
LUCCA continua em silêncio.
Abre aí, vamo conversar. Cê sabe
que pode contar comigo, né? Vamos
tomar um ar, sei lá... e você me
conta o que tá pegando... Que acha?
sexta-feira, julho 31, 2009
Sinceramente
- Nada é mais o mesmo... as coisas mudaram, eu mudei, você mudou...
A voz grave parecia mais agressiva do outro lado do telefone. Chegava cansada depois de atravessar os todos os quilômetros que separavam ele de sua interlocutora, fosse em ondas pelo ar ou atravessando satélites tão longe, orbitando como fantasmas no cobertor estrelado sobre suas cabeças.
Fez-se silêncio antes que a voz chorosa do outro lado respondesse.
- Não é possível que você tenha acreditado por um segundo que tudo ia ser igual pra sempre... que nossa relação ia ser a mesma, que o mundo ia ser o mesmo. É claro que eu mudei, que você mudou – nós crescemos, Leo... Graças a Deus! E cometemos erros, os dois... mas temos maturidade suficiente para superar o que quer que seja.
- O que eu pensava que ia ser de nós dois não é mais.
- Nós podemos ser algo diferente.
- Eu não.
- Porque? Porque, se você mesmo disse que nós mudamos... nós podemos mudar de novo, aprender, reaprender. Nós temos uma boa vida... não temos? Você é infeliz?
- Chris...
Ele respirou fundo, olhou para o céu como se tentasse enxergar o caminho que as palavras dela percorriam até chegar nele. Queria poder prever o que ela diria, o que o tempo queria, o que a vida pedia. Queria estar pronto pra lidar com o que ele sentia.
- Chris... Eu... Eu não sei. Eu não sei mais! Eu me sinto pesado, impotente...
- ...covarde – ela disse de forma ríspida e direta.
Ele pensou em se ofender, mas sabia que seria injusto. Não podia se ofender com a verdade. Ele se recordou que combinaram dizer a verdade sempre – não importasse o que – e talvez fosse esse o pacto que havia condenado a relação entre os dois. As vezes, a verdade magoava e doía mais do que a mentira. Além do mais, apenas um covarde como ele terminaria um relacionamento de cinco anos pelo telefone, separado por constelações de distância.
- É, covarde. Eu sou um covarde, sempre fui... sempre vou ser... Mas agora não. Eu te liguei porque hoje não quero ser covarde, hoje eu sei o que eu não quero, e eu não quero mais todo esse peso... eu não consigo mais respirar, me mexer... me sinto paralisado.
Deslizando a mão pelos cabelos negros, colocou a mecha da franja que lhe caia por sobre os olhos para trás da orelha. Odiava o cabelo longo, mas lembrava de como ela carinhosamente pedira para que ele deixasse crescer.
- Perdão. – a voz dela soou tão baixo que ele achou ter escutado coisas – Desculpa. – ela disse mais alto.
- Chris... – ele murmurou com pesar.
- Eu nunca quis fazer você se sentir assim, Leo. Eu juro. Eu... eu te amo.
Ele ficou em silêncio. Não um silêncio frio, mas um silêncio contemplativo. Ele pensava se ainda a amava, achava que sim, mas não do mesmo jeito. Sabia, no entanto, que ela o amava de volta e sempre, e sempre o amaria como o amou da primeira vez – essa era a vantagem da sinceridade dela. Mas não conseguia retribuir a palavra - não mais – por medo, por não sabe o que significava.
- Você me traiu. Você mudou, Chris... e mudando, você mudou em mim. Eu não posso mais. – sentiu os olhos tomados por lágrimas. – Eu sei que antes eu disse que podia. Sei que eu disse que não me importaria. Mas eu não sei lidar com isso...
- Leo...
- Esse é o problema de toda a sua sinceridade, Chris... Não que não seja nobre, não que eu não te valorize por isso, deus me livre. E eu sei o quanto é difícil pra você ser desse jeito, e o quanto você precisa brigar com você mesma... Mas eu não sou assim, eu não consigo lidar com o peso de todos os seus erros, de todos os seus sentimentos, de todas as suas críticas... É demais. Eu não sou um super-herói, meus fantasmas já são demais pra mim.
Ele começou a caminhar pela rua vazia. Podia ouvi-la chorar do outro lado, de forma baixa e resignada, de quem sabe que errou.
- Eu não sinto mais você em mim do mesmo jeito... Eu preciso... preciso de um tempo pra decidir se eu ainda consigo dizer que te amo. Sim... nós mudamos, talvez amadurecemos, temos novas experiências, novos problemas, novas dificuldades. Eu posso superar qualquer obstáculo, menos esse... Esse de não saber ao certo se quando eu disser que te amo estarei seguro. Por mais que tudo mude, meu amor por você não tem esse direito. Não pode correr esse luxo. Se ele mudar, não é mais o mesmo amor, não é o meu amor, não é o que eu quero... E eu não quero ser covarde de fingir que qualquer amor me vale igual.
quarta-feira, julho 29, 2009
Timing
- Você acredita em predestinação? Tipo, como se agente nascesse e morresse com tudo já programado, como se nossa estrada tivesse um destino certo e nós só fossemos passeando por ela, tipo telespectadores, e vivendo cada momento exatamente como ele deveria ser... sem surpresas, como um roteiro pré-definido por alguém que acha que tem o direito de brincar com a nossa história...
Ela coçou a cabeça com as unhas pintadas de um tom de pérolas, claro e agradável, que a conferiam um visual mais inofensivo do que de costume.
- Não. Eu acho que não... quer dizer, seria reconfortante, né? Saber que a culpa das coisas que agente faz, que acontecem, não é exatamente nossa e que alguém tem um plano pra você... faz as coisas parecerem mais seguras...
- E mais chatas – ele completou.
- É. Mais chatas. E sem expectativa.
- É. – ele riu. – Eu concordo. Sabe o que eu acredito?
- Sei... carpe diem e todos aqueles clichês né? – ela soou mais irônica do que de costume.
- Tenho tanta cara de clichê assim? – ele fez bico.
Ela apoiou a mão no ombro dele.
- Sabe o que minha mãe me dizia? – murmurou baixo, como um segredo.
- O que? – respondeu a pergunta retórica dela, mesmo sabendo que a resposta viria de qualquer jeito.
- Filha, nunca confia em um cara que usa xadrez.
Ele riu. Ela mordiscou de leve o lábio inferior, sorrindo. Ele estendeu a mão acariciou carinhosamente os cabelos morenos, curtos e repicados de Luiza. Gostava de tê-la como amiga.
- Sério...
- Tá, sério... no que você acredita, Arthur? – fez cara debochada fingindo interesse e arqueou as sobrancelhas.
- Eu acredito em timing. Acho que as coisas acontecem de acordo com as nossas atitudes, que nos guiam e resultam sempre em alguma coisa, mas somos nós que controlamos o tempo que isso leva para acontecer... e que podemos acertar, ou errar.
- Tá...
- Tipo, as coisas tem um certo tempo pra darem certo. Não adianta nada eu ganhar na megasena se não estiver preparado pra gastar esse dinheiro de forma adulta. Ou não adianta nada arriscar coisas importantes em um relacionamento no qual as pessoas ainda não tem maturidade suficiente. Pode não ser a hora certa, sabe?
O rosto de Luiza se fechou por alguns breves segundos, os olhos verdes agora opacos zapeavam nervosamente pelos dele como se procurasse alguma coisa ali.
- Timing? – ela repetiu baixo.
- É. Eu acho que as coisas não são predestinadas, mas para elas darem certo, tem que acontecer em um momento que as circunstâncias sejam favoráveis... Por isso que eu acho que com o tempo, qualquer coisa pode virar, é só saber qual o momento de agir.
- É... – ela murmurou baixo – pode ser. Faz sentido...
Ela ficou quieta por alguns segundos, movia os tênis all-star gastos nervosamente e observava o chão com atenção. Ela entendia o que ele quis dizer. Essa deveria ser a forma que ele encontrou, mesmo que sem querer, de dizer que achava que ainda não era a hora deles dois.
- Hey... que foi? – acariciou novamente os cabelos de Lou, o olhar preocupado procurava o dela.
- Hm...?
- Algo que eu falei?
- Ah... – ela riu baixo e sorriu amplamente, o sorriso falso que estava acostumada a ostentar quando queria fugir de alguma situação constrangedora.
- Não... não. Tava só pensando em tudo isso. Eu acho que o maior problema dessa sua teoria é que o tempo das pessoas é diferente, justamente por isso existem tantos conflitos. Se agente espera tanto o momento certo, o momento pode passar enquanto esperamos outro que pareça ainda melhor.
Ele ficou contemplativo por alguns segundos.
- Sabe? Tipo quando esperamos um buraco no trânsito pra entrar e perdemos várias chances tentando encontrar aquela que parece mais segura? De repente a abertura exata que precisamos pode demorar tempo de mais pra aparecer, ou pode nunca chegar...
- Ô loco, hein? – ele fez cara de impressionado, brincando.
Ela riu. Sabia que ele estava assustado com a seriedade da resposta dela.
- Por isso eu sou do tipo que arrisca. Eu prefiro tomar uma atitude do que esperar por uma hora que eu me sinta segura, mesmo porque, tudo o que é realmente importante e bom nessa vida tem um certo risco pra se conseguir... se não além de fácil de mais, não teria a menor graça.
- É, pode crer. – ele coçou a própria nuca, desconcertado.
Ela agora sorriu com felicidade autêntica, os dentes brancos e grandes aparecendo de um lado a outro da boca de lábios finos. Luiza se levantou bruscamente e tomou Arthur pela mão.
- De repente essa coisa de tempo me lembrou de uma coisa...
- O que? – ele se levantou também.
- Que ta no meu timing de tomar uma cerveja! Letz GO! Haha...
terça-feira, julho 21, 2009
De Música Ligera
Al calor de las masas
Y yo desperté
Queriendo soñarla
Algún tiempo atrás
Pensé en escribirle
Que nunca sortié
Las trampas del amor
De aquel amor
De música ligera
Nada nos libra
Nada mas queda
No te enviaré
Cenizas de rosas
Ni pienso evitar
Un roce secreto
De aquel amor
de música ligera
Nada nos libra
Nada más queda
De aquel amor
de música ligera
Nada nos libra
Nada más queda
Nada más queda
Nada más queda
Nada más queda
sábado, julho 18, 2009
Post número 100!
Esse é o centésimo post do OverFlux. Fiquei pensando em fazer algum post especial, mas desencanei. Prefiro deixar um quote de alguém bem mais esperto do que eu e uma música de uma das minhas bandas favoritas. ;D
Quote by Arthur Schopenhauer, Essays of Schopenhauer, chapter 6 - on the Emptiness of Existence.
"Reflections of the nature of those above may, indeed, establish the belief that to enjoy the present, and to make this the purpose of one’s life, is the greatest wisdom; since it is the present alone that is real, everything else being only the play of thought. But such a purpose might just as well be called the greatest folly, for that which in the next moment exists no more, and vanishes as completely as a dream, can never be worth a serious effort."
